As elites académicas, as crianças pobres e a escola democrática No dia 31 de Maio de 2019, Guilherme d’Oliveira Martins escrevia no jornal Público, um artigo intitulado Os meus irmãos. A dado passo escreve: Com o Francisco e o Afonso, a primeiríssima referência que nos une foram os nossos pais, que sempre nos acompanharam e que criaram um clã fantástico. Os pais foram os nossos primeiros educadores e companheiros. Muito do que somos devemos a essa extraordinária presença. E a casa foi sempre o porto de abrigo, o lugar de encontro e de aprendizagem, a oportunidade de renovar energias. (…) E mais adiante lê-se: E se era verdade que nunca nos faltavam actividades mesmo em férias, o certo é que tínhamos programas de estudo intensivos – já que a mãe era imbatível na matemática e nas ciências; e as complexas regras gramaticais também não lhe apresentavam dificuldades. Já quanto à mitologia grega e romana, à história de Arte, à escrita e ao desenho, o pai era o especialista. ...